A tecnologia pode reduzir a desigualdade entre escola pública e particular?



À primeira vista, podemos pensar que a tecnologia pode ajudar a reduzir a desigualdade social, afinal, a Internet democratizou o acesso à informação. Só que, ao analisar a questão de maneira mais profunda, veremos que não é bem assim.

A tecnologia não basta. Imagine, por exemplo, a desigualdade existente entre escolas públicas e privadas no Brasil.

Não adianta colocar computadores e diversos recursos tecnológicos se os alunos não tiverem base para extrair deles o que há de melhor. Isso nos leva a crer que a diferença não está em ter ou não acesso à tecnologia, mas em promover um ambiente propício ao aprendizado.

Assim, o investimento deve ser, primeiramente, individual, para depois partir para o tecnológico. A desigualdade é reduzida com ensino de qualidade que faça todos começarem do mesmo ponto de partida.

Como conseguir um ensino desse tipo? Qual é o caminho seguido pelo Brasil? Como melhorar as escolas públicas? Acompanhe essa discussão a seguir!

Igualdade de oportunidade: as escolas no Brasil e no mundo

Não é possível comparar a desigualdade brasileira com a de todos os países do mundo, mas podemos pegar como exemplo países desenvolvidos como os Estados Unidos, a França e o Canadá. As escolas de ensino fundamental por lá são gratuitas e de qualidade.

Escolas de base particulares são poucas e, geralmente, buscadas por pais que querem algum método de ensino específico. Ou seja, é uma questão de escolha e não de necessidade.

O importante é que todos têm acesso à mesma educação. Onde estuda o rico, estuda o pobre. Esse seria o primeiro passo para a redução da desigualdade: dar oportunidades iguais para todos.

Os problemas da escola pública no Brasil

No Brasil, a desigualdade é muito marcante, pois existem raras escolas públicas de qualidade. Muitos atrelam isso aos baixos salários que os professores recebem, pois muitos precisam ter vários empregos para conseguir ter uma renda satisfatória.

Também há o problema da falta de infraestrutura. Geralmente, os prédios são precários e sem muitos vislumbres de investimentos em tecnologia.

Em cidades do interior, às vezes, os alunos mal têm cadeiras. Além, claro, da própria realidade social das crianças inseridas ali naquele contexto, já que algumas têm diversos problemas familiares que acabam atrapalhando o seu rendimento.

Ensino pouco criativo dificulta aprendizado

Outro problema grave na escola pública e particular, apontado por especialistas, é a uniformização dos currículos que não dão margem para adicionar matérias diferentes, que podem ser do interesse dos estudantes de uma determinada região. A escola não é capaz de trazer a realidade do aluno para a sala de aula e as atividades práticas, que envolvem a tecnologia, são poucas.

Isso tudo, atrelado ao cansaço e ao desestímulo do professor, constitui um cenário desolador. O ensino se tornou desinteressante e enfadonho, o que dificulta o aprendizado e contribui ainda mais para a desigualdade.

Os desafios para melhorar a educação pública

O cenário da desigualdade não é nada animador, mas isso não quer dizer que não haja solução. O que falta é vontade política e investimento.

Para isso, é importante a participação da população em cobrar do poder público mais verbas para a educação e para a tecnologia. Recentemente, foi aprovado o Plano Nacional de Educação, que destina 10% do PIB para educação. Antes, era 6%!

A base governista comemorou, mas alguns acham que esse índice ainda é pouco. Será preciso cobrança para que os recursos sejam bem investidos pelos Estados e pelos Municípios que receberão esses repasses. A participação da sociedade é fundamental nesse processo.

O que você acha da situação das escolas públicas no Brasil? Se a decisão política estivesse nas suas mãos, que medidas tomaria? Deixe a sua opinião nos comentários!

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Por WPensar

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