O que podemos esperar do futuro da escola caso ela não se reformule?



A sociedade da informação, na forma como está estruturada, oferece aos jovens uma infinidade de possibilidades das quais a escola parece não dar conta. O evolução da internet ao longo dos últimos vinte anos criou um descompasso curioso na educação: a escola permaneceu a mesma, com suas práticas de sempre de aulas expositivas, provas e, em ainda grande medida, a decoreba. Enquanto que, de um outro lado, o jovem encontra informação em intensidade e velocidade no mundo online.

Pensando nisso, preparamos este post para explicar as consequências de não se reformular a escola diante de uma grande mudança comportamental e tecnológica, com algumas possibilidades para contornar esse quadro!

A questão da evasão escolar

O efeito mais direto desse descompasso entre escola e tecnologia é o crescimento da evasão escolar. Embora o fenômeno exista no Brasil há muito tempo – a partir de questões de classe, em que os mais pobres precisam encontrar trabalho e, por isso, deixam o estudo – agora a taxa de evasão se eleva ainda mais com um novo fator: o papel da escola não é mais tão relevante na vida dos alunos. Estes agora deixam a escola por não encontrarem nela as respostas a suas próprias demandas de conhecimento.

A questão do currículo

Outro fator preocupante é o currículo. Por não ser repensado, reformulado, as disciplinas geram a crescente sensação de não dialogarem com a realidade dos alunos, que se sentem mais bem servidos pela tecnologia, onde encontram sem dificuldades informações que precisam, sobre as quais são curiosos etc.

Nesse caso, mesmo que não ocorra evasão, o aluno perde o interesse e pode ter dificuldades no seu desenvolvimento. Como não se repensou nenhuma questão curricular, acredita-se que o aluno apresenta dificuldades conceituais com o assunto, quando na verdade seu potencial está sendo desfavorecido. Sobre essa questão, basta ver que não são mais um ou dois alunos os que apresentam tais características, mas às vezes a maior parte da turma.

Ainda sobre o tema, a solução não é mera troca de currículo. Os saberes de base devem ser respeitados. O que se precisa repensar são assuntos tornados obsoletos pela presença da tecnologia no dia a dia. Ou então determinadas funções matemáticas que não têm utilidade em nenhuma etapa da vida do aluno. Apenas demandam energia e alienam o compromisso estudantil com a escola.

Caminhos para a mudança

A mudança deve vir a partir da evolução do comportamento de certos atores envolvidos no processo educacional, principalmente os professores, a família e os próprios alunos.

O professor precisa soltar-se do modo meramente expositivo de dar aula. Deve incorporar a tecnologia (e para isso capacitações são necessárias) na sala de aula e no espaço extra classe. É necessário encontrar uma forma de criar ligação entre o que é ensinado em sala e o que é vivido pelos alunos. Diversas medidas pedagógicas devem ser refletidas nesse sentido.

A família é a ponte entre a realidade e a escola. Sua presença no espaço escolar é garantia de mais diálogo e continuidade no processo de ensino. A escola deve criar mecanismos para receber as famílias e fazer com que sua participação seja duradoura. Nem sempre os alunos podem fornecer todo o feedback necessário, até porque estão ainda em fase de formação. A família, nesse sentido, passa a ser fundamental.

Os alunos têm papel semelhante. Contribuem com suas demandas e se mostrarão mais compromissados à medida em que a escola tiver relevância em suas vidas. Não é mais possível pensar uma escola que não dialogue com seus alunos. Os estudantes devem ser cada vez mais participativos nas etapas de sua educação, e não mais servir de tábula rasa a ser preenchida com os saberes previamente combinados.

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Por WPensar

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