O pesadelo da evasão escolar



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Já se vão uns dois meses desde o início do ano letivo. Tempo suficiente para coleta de dados sobre a evasão escolar. Este é um drama real vivido por muitas escolas, sejam elas da rede pública ou privada. Mas o que leva à evasão escolar?

A associação mais comum que se faz é com a inadimplência e a incapacidade dos responsáveis de honrar seus compromissos financeiros perante a instituição de ensino. Mas as causas vão além, sendo estas também de ordem logística, transporte ou ausência de um adulto para levar e buscar o estudante. Ainda podemos citar doenças, bullying, ingresso no mercado de trabalho, intercâmbio, a desmotivação e falta de perspectiva de futuro.

A evasão é mais perceptível em momentos específicos, sendo estes ao fim do Fundamental I, quando os alunos e pais buscam “novos ares”, e no Fundamental II, momento em que muitos estudantes escolhem o Curso Técnico.

Mas como acompanhar a evasão e identificar sua causa? Uma das ações possíveis a ser tomada é criar um setor ou incorporar uma nova rotina nas secretarias. Quando um aluno da rede particular procura o setor para trancar, transferir ou mesmo desativar sua matrícula, pode-se criar um formulário no qual são inseridos os dados que levaram aquele indivíduo a tomar tal atitude. Na rede pública, além deste procedimento, é possível acionar os órgãos responsáveis, como a Assistência Social e o Conselho Tutelar, que trabalham próximos ao Ministério da Educação.

Sabe-se que é menos custoso manter um aluno inscrito ao longo dos anos do que prospectar novos. Qualquer baixa no número de matrículas representa uma receita menor e mais esforço da equipe como um todo para manter ou elevar seus números positivos.

Após a coleta das informações, ações para retenção devem ser tomadas. Se a causa for mudança de colégio para um concorrente, identifique o que este oferece e se é viável aplicar este diferencial para seus inscritos. Mudanças no plano pedagógico, financeiro e acadêmico também são recorrentes, assim como ações de marketing e concessão de bolsas, que não devem ser concedidas indiscriminadamente, pois podem acarretar em déficit financeiro e não em ganhos.

As atividades extraclasse e extracurricular são maneiras eficazes de reter possíveis desistentes. Está comprovado que quanto maior o vínculo e a permanência do estudante no ambiente escolar, mais chances deste continuar matriculado.

Após a tomada de decisões, não se pode deixar de acompanhar como esta foi percebida e se a evasão foi revertida. Acompanhamento periódico e constante troca de informação entre escola-estudante-responsável se faz necessária. Com o tempo torna-se um relacionamento natural e eficaz. A evasão pode e deve ser combatida!

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Por WPensar

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