Métricas: a educação precisa disso



A máxima de que para crescer é preciso investir é um dos pontos mais apontados quando falamos de qualquer negócio, seja ele uma instituição pública ou privada. Na educação não é diferente. O investimento certo faz com que a qualidade do ensino aumente e, consequentemente, tenhamos cada vez mais alunos, pais e profissionais da educação satisfeitos e preparados para enfrentar o dia a dia.

O problema é que nem todo mundo sabe o que medir, como mensurar os resultados e no que devem investir para que o aumento da qualidade de ensino e até mesmo o crescimento da instituição sejam como seus gestores esperam.

As métricas são indicadores importantes, que farão com que você tenha mais capacidade e chances de criar um planejamento adequado para a melhoria do ensino, instalações e até das capacitações dos professores. Neste post vamos abordar algumas métricas essenciais para o sucesso das instituições de ensino e você poderá ver a lista completa do que apurar e como medir cada indicador neste ebook completo com várias dicas.

Quais métricas devo apurar?

As maiores dúvidas na hora de conseguir realizar a mensuração de métricas e saber como reverter os números em investimento são em relação ao plano de ação para a sua escola e quais os índices atuais que devem ser medidos. Entre esses indicadores, estão os gastos operacionais, índice de rotatividade, taxa de inadimplência, taxa de captação e taxa de evasão, entre outros.

Quando mensuramos o índice de rotatividade de funcionários, por exemplo, conseguimos encontrar sérios problemas organizacionais. Isso porque é comum que esse índice seja um reflexo de outros fatores importantes para a escola e para o ensino, como a motivação, comunicação, valorização e remuneração, entre outros.

Taxa de inadimplência

Já a taxa de inadimplência permite que você saiba as projeções do seu caixa, evitando assim que você encontre de forma inesperada alguns buracos no orçamento. Com isso, você consegue dedicar um tempo maior às cobranças dos inadimplentes, de modo que isso não afete os seus investimentos e pagamentos de contas e despesas.

Para isso, é preciso ter em mente que uma pessoa só se torna inadimplente quando o pagamento do mês não é realizado e o aluno não procura a instituição para resolver seu caso.

A instituição pode então realizar a cobrança de 2% de multa por atraso, de acordo com o artigo de numero 52 do CDC. Além disso, é possível também realizar a cobrança de correção monetária, que não deve ser superior a 12% ao ano.

Para isso, é preciso ter um controle de suas finanças, que pode ser realizado por meio de tabelas e programas de cobrança que ajudam a entender e calcular o índice de inadimplência. As taxas mensuradas nesses programas podem servir para um estudo mais detalhado de caso e até mesmo para encontrar um caminho para que o aluno não fique inadimplente e você não corra o risco de perder os valores que já havia planejado investir. Baixe aqui a planilha e controle a taxa de inadimplência em sua escola.

Taxas de evasão escolar

Por outro lado, as taxas de evasão mostrarão para você, gestor, onde pode estar o erro do ensino da sua instituição. Isso porque elas são pontuais e mostram números que talvez você ainda não tenha se dado conta. Elas podem estar diretamente ligadas à falta de reciclagem profissional, ao ambiente escolar a até mesmo a problemas externos.

Por isso, é preciso que se tenha no final do ano letivo um número importante conhecido como evasão escolar. Ela nada mais é do que a razão entre o número de aluno que terminou o ano letivo pelo número de alunos que realizaram a matrícula na instituição. Esse valor deve ser multiplicado por 100 para que assim se encontre a porcentagem da taxa de evasão e se entenda porque o fato aconteceu.

Tabela de matrículas

Outro número importante que devemos sempre levar em conta é o referente ao comparativo anual do número de matrículas.  Funciona da seguinte maneira: você coloca os dados essenciais do ano como número de matrículas iniciais (ou seja, aquelas realizadas no início do ano letivo), número final de alunos (aqueles que terminaram o ano letivo), aprovação, evasão escolar e transferência em uma tabela.

Depois é hora de comparar esses números com os de anos anteriores. Por exemplo, vamos supor que você tenha tido 50 matrículas no primeiro ano de sua escola, com isso você teve 50 alunos no primeiro ano. No segundo o número de matrículas é de 30, no terceiro de 20.

Esses números revelam que de um ano para o outro você está perdendo alunos, e é com essa métrica que você consegue analisar se os alunos estão deixando a escola por conta do ensino, do comprometimento dos professores, por conta da mensalidade, entre outros. Mas é preciso lembrar que para isso você combine alguns dados, por exemplo: se o numero de alunos que saíram também estavam inadimplentes, ou se foram reprovados em determinada matéria, e assim por diante.

Assim como o índice de reprovação, que irá lhe ajudar a entender onde está o problema e como solucioná-lo. Muitas vezes o problema pode ser a didática de um colaborador, o ambiente da sala de aula ou até mesmo o material escolar.

Sua escola já mede e controla os indicadores? Como esse controle é feito? compartilhe conosco nos comentários. 

banner-blog-metricas-750x125_02

banner-appoia-2

Author Image

Por WPensar

Desenvolvemos a melhor e mais completa plataforma de gestão escolar para instituições de ensino, otimizando a capacidade gerencial e oferecendo uma nova visão da administração.

2 comentários em “Métricas: a educação precisa disso”

Deixe seu comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Assine e receba nossos posts direto no seu email