Melhorar o ensino médio requer um ensino fundamental mais eficaz



O Brasil ainda ocupa uma posição desvantajosa perante outros países em desenvolvimento no campo educacional. Embora tenhamos um excelente capital humano, com nossa riqueza cultural que favorece o surgimento de grandes mentes, ainda há gargalos na educação de base que refletem diretamente na formação do estudante para o ensino médio e, por consequência, para os estágios seguintes.

Conseguir solucionar esses problemas tendo ações orgânicas que amparem cada indivíduo para que cresçam na vida acadêmica é o desafio de governos, gestores e professores. É uma batalha diária que precisa contar com a rapidez de soluções que acompanhem as necessidades que surgem e que demandam mais atenção.

Claro que há fatores culturais envolvidos nos resultados alarmantes, como por exemplo, o pouco interesse pela leitura, assim como não dá para desprezar o tamanho continental de nosso país e as mazelas políticas. Mas não é só isso.

Não é fácil traçar um mapa tão claro e abrangente de por onde começar, mas basicamente quando se tem professores desestimulados e alunos que demonstram não se integrar ao ambiente escolar, dá para ter uma ideia de que esse pode ser um ponto de partida, ou seja, essa comunicação diária entre profissionais da escola, pais e alunos. É praticamente inadmissível em plena era digital haver um abismo entre as ferramentas usadas para a comunicação entre os profissionais da escola e os alunos, bem como com os responsáveis por cada estudante.

Uma aula não pode implorar uma atenção misericordiosa na concorrência com os gadgets dos alunos cada vez mais antenados e precoces na compreensão da tecnologia. Um professor não pode demorar muito tempo para receber provas, ou mesmo corrigi-las e traçar um histórico com gráfico de cada aluno; nem mesmo ter dificuldades para fazer a composição do banco de dados que servirá de base para outros professores traçarem o perfil de cada aluno e preparar aulas direcionadas. Um pai não pode simplesmente se deslocar por quilômetros para somente assinar um boletim e ver dados confusos e incoerentes do desempenho do seu filho, ou até surpreender-se com resultados que pensava serem diferentes.

Esses detalhes fazem a diferença. É preciso unificar a maneira como a comunicação é realizada, como os testes são aplicados e como se pensa a educação de uma forma ampla e profunda, a partir de cada dado já registrado nos primeiros passos acadêmicos da criança. Antecipar-se aos vícios de aprendizado que um aluno começa a desenvolver e corrigi-los permite formar uma pessoa mais preparada. Ter a participação dos pais nos primeiros desvios de metas estabelecidas ajuda a manter o foco e a ter mais vigor nas ações tomadas por todo o corpo docente em conjunto com quem pode efetivamente entrar na briga pelo próprio filho.

Os alunos precisam se sentir ouvidos; não só isso, precisam ser inseridos no dia a dia da escola. Não adianta simplesmente um professor tomar o celular da mão de um aluno, ou dizer em voz alta sobre como a tecnologia está estragando o ensino tradicional. É necessário que a escola de certa forma “sequestre” essa tendência praticamente irreversível de interação com a digitalização e faça disso um veículo favorável à causa nobre do saber.

Por que não jogos interativos com quizes sobre assuntos de conhecimentos gerais ou específicos, que no final premiem os melhores resultados? Por que não um concurso em que as melhores notas serão colocadas em painéis para o reconhecimento público dos méritos de cada aluno que se esforce? É possível até utilizar os próprios vastos jogos e aplicativos elaborados exclusivamente para o aprendizado lúdico como aliados nessa missão de interessar os alunos e medir o desempenho de forma mais concreta.

Paralelamente a isso, é preciso abrir-se para a tendência de professores cada vez mais gestores, que tenham autonomia e ferramentas para analisarem desde o escopo até os detalhes de cada projeto de transferência de conhecimento. Não podem haver informações desencontradas e nem esperas demasiadas para diagnósticos e decisões sobre ocorrências.

Não se trata de virar as costas para os métodos tradicionais testados e aprovados, dignos de serem honrados como eficazes; mas a tecnologia chegou para ficar e expulsá-la da sala de aula pode levar muitas mentes brilhantes junto, podando potenciais incríveis em nome de uma teimosia acadêmica ultrapassada.

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