Formação docente reflexiva - o que é e como incentivar em sua escola?

Formação docente reflexiva – o que é e como incentivar em sua escola?



A formação docente necessita de um direcionamento mais reflexivo, sabe por quê? Um profissional da educação deve ter a autonomia para a sua atuação profissional e, para que isso ocorra, ele precisa pensar criticamente e refletir acerca de suas pesquisas e conhecimentos!

Assim, deve estar voltado para as novas práticas de ensino em nosso tempo. Na medida em que a sociedade se desenvolve, as técnicas de ensino também necessitam ser aprimoradas para uma educação eficaz e de qualidade.

A formação docente reflexiva promove as mudanças necessárias para uma interação crítica entre professor e aluno. O conteúdo transmitido é assimilado rapidamente, demonstrando a contribuição para o desenvolvimento intelectual de ambos.

De onde parte a formação docente reflexiva?

A implantação de uma formação docente reflexiva deve partir primeiramente das escolas de formação dos professores, onde o docente conhecerá e se aprofundará na metodologia, tornando-o responsável pela melhoria do ensino e não apenas um mero transmissor de conhecimentos.

Um dos principais fatores para a qualidade da educação em um país é a formação dos professores. Portanto, é ideal que o responsável pela formação de novos professores consiga transmitir a importância do comprometimento dos mesmos para a educação de um país. Fazendo com que a técnica necessária para dar aula seja associada ao pensamento político e social de uma nação, a qualidade de ensino é melhorada.

Há também um aspecto que é de responsabilidade dos próprios professores. Eles devem estar sempre muito bem atualizados com que acontece em sua cidade, no Brasil e no mundo, seja na cultura, na política ou nos fatos do dia a dia. Ler livros, revistas, jornais, sites de notícias, redes sociais passa a ser fundamental, bem como participar de grupos de discussão e reflexão sobre os mais variados temas.

Por que incentivar em sua escola?

A prática reflexiva tem como destaque a formação de professores que tenham condições de reformulação de conceitos, a possibilidade de que os alunos também possam ter uma participação crítica no que estão aprendendo, renovando as condições de aprendizado e trazendo mudanças que também tornem o aluno um individuo que tenha a capacidade de pensar, de interagir, de questionar e de melhor direcionar seus próprios caminhos.

Refletir sobre a própria prática em sala de aula é um conceito que está sendo estudado há alguns anos e sua aplicação está sendo constatada como uma necessidade básica para as escolas atuais. Uma das maiores estudiosas do assunto é Isabel Alarcão, doutora em Educação e membro do Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores da Universidade de Aveiro, em Portugal.

Isabel Alarcão estuda o assunto desde 1974 e vem aplicando essa metodologia, conseguindo excelentes resultados para a formação docente reflexiva, um conceito que, segundo ela, precisa atender às necessidades de nossa sociedade sempre em transformação, principalmente com as novas tecnologias.

Uma escola reflexiva é uma escola que se transforma de estática em dinâmica, tornando as pessoas mais questionadoras, situação que não acontece quando o professor se limita às práticas de rotina de ensino, favorecendo sobremaneira os alunos, que conseguem despertar o senso investigativo. Não basta apenas saber o que é, é preciso saber o porquê.

Como estabelecer um método para a escola reflexiva

Para implantar mudanças dentro de uma escola, assumindo a docência reflexiva, o trabalho deve começar com o coordenador, que precisa ser um observador da realidade mutante da sociedade atual, sempre consciente da capacidade de ideias tanto dos alunos quanto dos professores. Cada um dos participantes deve ser consciente de sua posição, possibilitando a construção do conhecimento por meio da prática coletiva, criando o espírito de colaboração que possa melhorar a própria educação.

O primeiro passo para essa conscientização está alicerçado na constante atualização dos professores. Um professor que não considere essa necessidade estará perdido no tempo e no espaço, sem conseguir acompanhar inclusive seus alunos. Desta forma, a escola deve se tornar ela própria um espaço reflexivo, onde o aprendizado é contínuo, não só para os alunos, mas para os professores, coordenadores e outros integrantes que participam do movimento de aprendizado.

O melhor entendimento para essa posição é saber que a escola não é a detentora do monopólio do saber e que o professor não é o único transmissor de conhecimentos, sabendo que as mudanças estão ocorrendo e que o aluno não é apenas um receptor, mas também um formulador de ideias e conceitos.

Na constante e rápida evolução em que estamos envolvidos, a própria sociedade exige que haja uma constante aprendizagem individual e colaborativa, o que torna o conhecimento um bem comum a todos, ou seja, um elemento em constante mutação e que precisa de pessoas com capacidade de assimilação de novas tendências, de novos conceitos e de uma nova mentalidade para estar atualizado.

Entre as atitudes que devem ser tomadas, podemos destacar quatro itens básicos:

  • Saber absorver o conhecimento através dos fatos, dos métodos, dos conceitos e princípios;
  • Saber o que fazer com o conhecimento adquirido e como fazer;
  • Utilizar a própria experiência e aprender sempre, utilizando os erros e acertos para desenvolver ainda mais a capacidade reflexiva;
  • Manter um bom relacionamento com outros setores da sociedade, formando redes de contato e de influência, considerando que a integração é uma base para novos conhecimentos.

A aplicação de uma metodologia reflexiva pode tornar a escola naquilo que ela deve ser, ou seja, segundo o conceito da estudiosa, “uma escola que sabe onde está e para onde quer ir. Pensa-se, tem um projeto de orientador de ação e trabalho em equipe. É uma comunidade pensante. Ao pensar a escola, os seus membros enriquecem-se e qualificam-se a si próprios. Nessa medida, a escola é uma organização que, simultaneamente, aprende e se qualifica”.

Por que um sistema de gestão auxilia a escola?

Através de um sistema de gestão, o ensino e a qualidade de aprendizado são melhorados. Isso porque ele permite a organização e mobilidade necessárias para que todas as articulações dentro de uma escola sejam executadas eficientemente. Um sistema de gestão também auxilia as escolas no sentido de que os gestores, administração e professores conseguem, por meio da sua implementação, otimizar suas rotinas, tendo mais tempo para de dedicar à sua formação.

Através de um gerenciamento fundamental para a organização dos gestores e de toda a escola de uma maneira geral, não somente o aprendizado é qualificado, uma vez que a escola passa a ter uma visibilidade surpreendente, culminando em maior captação de alunos.

A escola cresce, os gestores se desenvolvem, os alunos aprendem fácil e eficazmente e os pais (seus clientes) ficam satisfeitos.

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Por WPensar

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