Evasão escolar: como identificar alunos que querem deixar sua escola



Um dos maiores pesadelos que qualquer escola pode vivenciar é a evasão de seus alunos. Quando isso acontece de modo sucessivo, é necessária uma investigação minuciosa para se compreender o motivo do fenômeno a fim de reverter esse quadro.

Quem pode diagnosticar o problema?

As pessoas que mais representam a escola para o aluno são os professores. Devido a isso, eles são os primeiros e, por vezes, únicos, a perceber o desejo do estudante de sair da escola. É por meio dos instrutores que podemos tomar consciência dos indícios que levam à evasão e são esses profissionais que, muitas vezes, podem evitá-la. Como eles têm um contato direto com o aluno, conseguem diagnosticar, por meio da observação, sinais de que há problemas com determinados estudantes.

Como diagnosticar o problema?

O aluno que deseja sair da escola apresenta comportamentos que demonstram seu desânimo com o ambiente, tais como:

a despreocupação em aprender – o aluno não parece preocupado em assimilar o conteúdo dado, não faz perguntas ao professor;

o isolamento – o aluno apresenta um comportamento apático nas aulas, deixando de participar das atividades e de interagir com os demais;

o desinteresse – nenhum tópico parece ser interessante ou chamar a atenção do aluno, que não entende a razão pela qual estuda;

a mudança de comportamento – alunos considerados quietos passam a ficar agitados, alunos calmos passam a agir de modo violento, alunos com notas altas começam a decair em aproveitamento;

a ausência – o aluno passa a faltar várias vezes.

Como evitar a evasão

Para evitar que a evasão ocorra, é fundamental conhecer os motivos que levaram a esse quadro.

Um método simples e preciso para diagnóstico de evasão dá-se por meio de pesquisas escolares. Em uma pesquisa, a escola pode fazer perguntas sobre o que o aluno pensa da instituição, das aulas, do método de ensino; sobre quais atividades gosta mais e menos, o que acrescentaria na escola, o que retiraria, quais sugestões daria para a melhoria da instituição de ensino.

É importante lembrar que as pesquisas escolares não devem trazer palavras com carga negativa e também devem ser objetivas, com alternativas para serem assinaladas e não respostas discursivas, pelo tempo evidente que elas tomariam para serem completadas. Ao final da pesquisa, pode-se deixar um campo para observações, caso o aluno queira fazê-las. As pesquisas também auxiliam os gestores escolares a entender o ponto de vista dos alunos com relação ao estabelecimento de ensino, o que certamente pode servir como parâmetro para inovações pedagógicas.

Através desse simples instrumento investigativo, é possível detectar as prováveis falhas, caso as mesmas sejam da escola, e então criar mecanismos capazes de neutralizar ou minimizar os problemas.

Caso o problema não seja com a escola, mas sim algo particular inerente ao aluno, então há que se tentar o diálogo com o aluno, com seus pais e professores, por parte do coordenador pedagógico, a fim de que se tomem as providências para evitar a evasão. Por vezes até o auxílio de profissionais como psicólogos se faz necessário.

Como sua escola lida com a evasão? Conte suas experiências nos comentários!

Escrito por: Nilane Ballejo

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