Cyberbullying - como lidar com o assunto na sua escola ou curso

Cyberbullying – como lidar com o assunto na sua escola ou curso



Bullying: uma palavra que até aproximadamente 15 anos atrás não era conhecida e define uma série de atitudes que provavelmente você sofreu, vivenciou, viu ou cometeu durante sua infância ou adolescência. Hoje, já popularizado, se tornou já conhecido como termo que define como crianças e/ou adolescentes amedrontam outras pessoas de sua faixa etária de forma física ou moral, seja na escola ou fora dela.

Porém, com a inserção cada vez maior desses jovens na Internet, começa a surgir uma nova modalidade dessa agressão, tão séria quanto a anterior: O cyberbullying. Basicamente a sua diferença é que a ação é feita no ambiente online. Mas não é só isso que a define. Por ser feita através da rede, há o anonimato. Por não ter que realizar as ações cara-a-cara, isso dá uma força maior para uma potencialização da agressão.

Há, ainda, os compartilhamentos que expandem o ato de bullying para um número incontável de pessoas que visualizam a agressão. E as consequências, desta forma, acabam sendo mais graves e afetam diretamente a situação da criança ou do adolescente na escola. Neste contexto, a escola tem um papel essencial no combate a este tipo de ação e também na percepção, identificação e acolhimento do jovem afetado pelo cyberbullying.

O que a legislação diz sobre o Cyberbullying?

Atualmente não há nada no texto de lei que fale especificamente do cyberbullying e, portanto, que coloque uma sanção para este caso específico. O que temos hoje é a Lei nº 13.185/15, também conhecida como Lei Anti-Bullying, mas ela não prevê uma qualificação específica para o ato de bullying cometido na rede. O Marco Civil da Internet também não aborda diretamente o assunto, ou seja, em nenhum momento o cyberbullying é especificamente citado.

Porém, há uma brecha importante no assunto: segundo o Marco Civil, qualquer pessoa que cometer um crime já previsto em lei poderá ser punida, fazendo com que as ações de cyberbullying – como por exemplo: Intimidar, assediar, insultar, difamar e etc, sejam tratadas como qualquer ação no ambiente offline, acompanhando suas respectivas sanções.

Apesar de não se falar especificamente desta modalidade de bullying, a Lei Anti-Bullying ressalta a importância da participação da escola neste processo de prevenção e acolhimento, após a agressão – essa lei estabelece a criação do Programa de Combate à Intimidação Sistêmica. Ou seja, as escolas devem ser parte atuante importante neste processo, independente de ser bullying ou cyberbullying.

Qual o papel da escola quanto à conscientização?

A escola tem um papel fundamental no processo de conscientização dos alunos, a fim de prevenir os casos de cyberbullying e incentivar os jovens a denunciarem os casos que ocorrem com colegas de classe. Os gestores escolares devem atuar, ainda, para evitar que o problema saia do âmbito escolar, de forma a minimizar os danos para todas as partes. É preciso educar os agressores para que não ocorram recorrências deste ato por meio da conscientização sobre os danos causados, bem como conversar com os responsáveis pela criança para que estejam conscientes das ações dela e os impactos causados na vida da vítima.

O foco deve sempre ser de prevenção para evitar o dolo. Afinal, as consequências do bullying e cyberbullying são extremamente graves para a vítima. Palestras, conversas, aulas específicas, laboratórios de como usar a Internet de forma amigável, sem causar mal estar a amigos e colegas, discussões sobre o assunto e principalmente ouvir os alunos. O importante é o diálogo para compreender a percepção dos alunos sobre o outro e saber onde e como agir nestes casos, tanto para quem comete, quanto para quem observa e para quem sofre com a ação.

Também é importante deixar claro que a vítima de cyberbullying poderá encontrar amparo na escola, de forma a incentivar os estudantes a buscarem o apoio na escola e não levar o problema para outras instâncias. Outro ponto fundamental é envolver as famílias neste processo, para que junto com a escola possam orientar esses alunos.

Há algum material de apoio para ajudar estes gestores?

Há uma série de materiais que pode ajudar os gestores a se orientarem sobre o assunto e também serem usados com os alunos, como:

Implemente ações de proteção, prevenção e acompanhamento em sua escola. Traga a família para discutir esses assuntos e faça com que seus alunos possam se sentir protegidos neste ambiente.

Sua escola já passou por esse problema? Conte sua experiência para nós nos comentários.

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